Um tweet que já funcionou, mostrado como tweet.
Carrossel de citação costuma trair o texto: entra negrito, número gigante, barra de progresso, cor de marca, e o slide começa a parecer template de agência. O leitor sente o retoque e o texto perde a naturalidade que fez ele funcionar no X.
Este formato vai na direção contrária. A regra que manda em todas as outras é simples: tem que parecer um tweet de verdade, e nada que não exista num tweet entra no slide. Um slide por tweet, foto de perfil, nome, arroba e o texto como foi ao ar.
Não existe repositório aberto. O que dá pra ver é o resultado.
O padrão e o gerador vivem dentro do meu sistema de trabalho. Os carrosséis publicados mostram o formato rodando.
Um script em Python e um renderizador de página.
O gerador lê o texto, aplica as proibições do formato sozinho e exporta os PNGs. Ele depende de Python com Pillow pra tratar imagem anexada, e de um renderizador pra transformar a página em imagem.
$ python3 carrossel-tweet.py <pasta-do-post> --tema escuro
O tema aceita claro, escuro ou ambos. Pedindo os dois, os PNGs saem separados em duas pastas pra escolher na hora de publicar.
Quando o texto já provou que funciona.
Ele não serve pra criar conteúdo novo. Serve pra dar uma segunda vida a um texto que já passou pelo teste do público, sem reescrever pra caber em arte.
Fio que foi bem
O que rendeu no X chega ao Instagram sem virar outra coisa.
Opinião em texto
Assunto que se sustenta na frase, sem precisar de ilustração.
Post com gráfico
Se o tweet original tinha imagem anexada, o slide também pode ter.
Publicar sem arte
Quando o tempo de design não se justifica e o texto basta.
Eu escrevo os slides num arquivo de texto e rodo o comando.
Cada bloco separado por três traços vira um slide, e linha em branco vira parágrafo. Não existe HTML pra manter: trocar uma palavra é editar o arquivo e gerar de novo.
## Slides
Primeiro parágrafo do slide um.
Segundo parágrafo do mesmo slide.
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Texto do slide dois.
O gerador limpa o que é do X e não é do slide: tira a numeração de thread, tira a seta do gancho, apaga link visível e assina com a arroba em azul só no último slide.
No feed do Instagram, em 1080x1350.
O bloco inteiro fica centralizado no card, o que faz a imagem ocupar o quadro todo no feed em vez de flutuar no meio de espaço vazio. Os dois temas são o claro e o Lights out do próprio X, então o slide continua parecendo a tela de onde o texto veio.
O gerador roda local, sem conta e sem serviço externo. Ele só escreve PNG, e a publicação continua sendo manual.
No minuto em que você embeleza o slide, o formato morre.
Sem negrito, sem cor de marca, sem número em destaque, sem barra de progresso e sem link visível. Dentro deste formato, parecer um tweet ganha até do meu próprio guia de marca. E tem um limite que nenhum ajuste resolve: se o texto não foi publicado de verdade, o carrossel vira imitação de print, e é exatamente isso que o leitor percebe primeiro.